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CRESCE O NÚMERO DE LICITAÇÕES DE PROPAGANDA NO SETOR PÚBLICO
Estimativa da FENAPRO - Federação Nacional das Agências de Propaganda é de que, nos últimos 12 meses, foram realizadas cerca de 2.000 licitações para contratação de serviços de propaganda, no âmbito Federal, nos Estados e municípios brasileiros, incluindo os três Poderes.
Além dos diversos contratos que venceram nesse período, exigindo a realização de novas licitações, contribuiu para esse crescimento o fato de que muitos pequenos municípios, câmaras de vereadores, tribunais de contas estaduais e assembléias legislativas que antes não contratavam serviços publicitários, passaram a fazê-lo, abrindo para tanto certames licitatórios.
De acordo com Ricardo Nabhan, presidente da Fenapro, o crescimento do número de órgãos, organismos e entidades públicas municipais e estaduais de promover licitações de propaganda é resultado do amplo trabalho realizado pela entidade pelos Sindicatos das Agências de Propaganda (Sinapros) de todo o País, que têm incentivado e orientado os órgãos e entidades públicas quanto às melhores modalidades e tipos de licitação, para que estes não sofram processos e retardamento em seus pleitos licitatórios, em função de impugnações.
“As verbas públicas de propaganda vêm ganhando crescente participação no mercado brasileiro, representando hoje cerca de 30% das receitas do setor. Daí a importância de se assegurar que a contratação desses serviços seja feita por meio de licitações que seguem as normas-padrão do setor de propaganda”, destaca o presidente da Fenapro.
Considerando que há no País hoje cerca de 5.400 municípios, e que cada um poderia, por hipótese realizar licitações para contratação de serviços publicitários pela Prefeitura e pela Câmara de Vereadores, haveria cerca de 10 mil novas licitações, o que representaria um crescimento para o mercado publicitário.
Nos últimos 12 meses, a Fenapro e os SINAPROS em todo o Brasil tiveram um envolvimento em centenas de licitações públicas que foram adequadas às normas e leis vigentes e algumas foram impugnadas pelos Sinapros em todo o Brasil. A impugnação ocorre em razão da dificuldade dos departamentos responsáveis pela elaboração dos editais para compreender a complexidade da atividade publicitária. Entre os problemas desses editais, incluem-se inadequações em relação à descrição do objeto da licitação, a definição das condições de apresentação dos envelopes que contém os documentos de habilitação, bem como das propostas, entre outros.
“A Fenapro está sempre atenta e buscando corrigir essas inadequações, a pedido dos Sindicatos”, acrescenta Nabhan. Dessa forma, 90% dos editais impugnados alcançam bons resultados, conduzindo à adequação, enquanto de 3% a 4% são encaminhados ao Judiciário, em razão de problemas maiores que as comissões, para evitar o retardamento da licitação, não atendem.
Em função do trabalho das entidades do setor, muitos avanços em termos da qualidade dos editais e das licitações têm sido contabilizados. Um grande desafio, hoje, que permitirá aprimorar esse processo, é a aprovação do Projeto de Lei do deputado José Eduardo Cardozo, voltado especialmente para licitação de serviços publicitários. A Fenapro vem realizando todos os esforços para que ele seja aprovado ainda este ano, de modo que as licitações de 2009 já utilizem as novas regras.
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