Hoje, a terceirização é uma realidade presente em praticamente todas as empresas. Ao começar este movimento, a idéia das empresas era encontrar no mercado parceiros (pessoa jurídica ou física) capazes de desempenhar determinadas funções melhor do que elas mesmas, para se concentrarem em seu negócio principal, ganhando excelência, agilidade e produtividade. O sucesso deste processo seria uma conquista mercadológica, pois assim as organizações teriam mais espaço para crescer, gerar trabalho e crescimento econômico para o País.
Mas o fato é que, em alguns casos, a terceirização trouxe prejuízos para as empresas: financeiros, operacionais e principalmente em termos de relacionamento com seus clientes. Isto porque, em dado momento, o objetivo principal se perdeu, e as terceirizações passaram a consistir simplesmente em redução de custos e desoneração de obrigações que a empresa teria de manter com seus clientes.
“Elas podem e devem terceirizar o serviço e formar alianças com estes fornecedores, mas isto não as isenta de se manterem responsáveis pelo acompanhamento da relação do terceiro com o cliente, pela entrega e também pela pós-venda. São também as únicas habilitadas a garantir qualidade, motivação e comprometimento dos profissionais ou empresas terceirizadas com a parceria que firmaram para manter a lealdade dos clientes atuais e ampliar esta base. Trata-se de uma relação que só pode ser norteada pela confiança e solidariedade mútua”, afirmou José Salibi Neto, CKO – chief knowledge officer da HSM do Brasil - durante o 21º Fórum de Marketing Industrial, promovido pelo Instituto de Marketing Industrial (IMI) em São Paulo.
Para José Carlos Teixeira Moreira, presidente do IMI, da Escola de Marketing Industrial e da JCTM Consultoria, as alianças são poderosas e essenciais para o crescimento das empresas, mas precisam ser cuidadas e sua energia revalidada no dia a dia. “Atualmente, a qualidade da oferta de qualquer empresa depende, e muito, dos serviços de terceiros, que atuam em aliança com ela. Por isso, é preciso pensar sempre no aperfeiçoamento destas relações, com transmissão de conhecimento, reavaliação de objetivos e metas, ajuste de expectativas, remuneração justa, para que sejam sempre de ganha-ganha entre os associados e para os clientes”, destacou o presidente do IMI.
Salibi reforçou que não se pode deixar cair no marasmo, é preciso investir permanentemente no relacionamento, pois boas alianças determinam o sucesso hoje e amanhã. “Verdadeiros parceiros estão juntos nos bons e maus momentos. Por isso é essencial que tenham filosofia e valores semelhantes, que contribuirão para a percepção de valor dos clientes. Se a aliança é baseada na transparência, confiança e lealdade, intrínsecas à aliança, a questão contratual é secundária”, ressaltou o CKO – chief knowledge officer da HSM.
Durante o encontro foi abordada também a existência de alianças e parcerias que se constituem somente para objetivos e situações específicas, nascidas com prazo de validade. Teixeira Moreira salientou que mesmo nestes casos a relação tem de ser saudável e vislumbrar ganhos para todos os envolvidos. “Valem os mesmo princípios, afinal a empresa escolheu seu parceiro para aquele projeto e pode aliar-se novamente em outros. Por esta razão, é importante finalizar o trabalho conjunto com a avaliação das ações e resultados, reforçando os laços para projetos futuros”, conclui o presidente do IMI.
Ao final da entrevista, Salibi ressaltou o amplo potencial que as empresas brasileiras e o próprio país, Brasil, têm para formação de alianças, pois este é um País em crescimento e com muita competência para servir e se superar em suas ofertas. “O Brasil tem muito a fazer em termos de alianças. Essa parte ainda está para vir. Quando os países se virem como empresas, poderão evoluir muito mais. A grande aliança é como uma sociedade, e está mais na cooperação e no sentimento. Quando a aliança é boa, existe maior tolerância para erros e melhores perspectivas de acerto. Como vivemos em um mundo de eterna ruptura, aliar-se é o único modo de navegar em um mar turbulento”, completou.
Mais Informações
G.P. Comunicação
Clezia Martins Gomes
Giovanna Picillo
Fone: (11) 3129-5158
clezia@gpcom.com.br