Fabricantes de geladeiras propõem programa
para estimular troca de produtos antigos com ênfase no programa de eficiência energética
Objetivo do programa é reduzir o consumo de energia no País
Os fabricantes de geladeiras associados a ELETROS – Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos apresentaram ao governo um programa de substituição de geladeiras antigas com ênfase na redução do consumo de energia no País. Se implantado, o programa aumentará a disponibilidade energética para o sistema elétrico nacional.
A ELETROS esclarece que o programa de incentivo para substituição das geladeiras proposto pelo setor é diferente do já realizado hoje pelas concessionárias de energia, que entregam novas geladeiras à população de baixa renda.
“O que a indústria eletroeletrônica propõe é um programa de eficiência energética que estimule a substituição das geladeiras antigas, visando a redução do consumo de energia no País”, explica Lourival Kiçula, presidente da ELETROS. O programa proposto pela entidade segue o molde de programas já realizados em países como México, Colômbia, Itália e Cuba.
Esse programa já foi discutido com o Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio, Ministério do Meio Ambiente, BNDES, varejo e outros agentes envolvidos. A previsão é que ele abrangerá cerca de 5 milhões de refrigeradores em 5 anos e deverá contar com bônus nas revendas para estimular os consumidores a entregarem o equipamento velho em troca do novo.
Na comparação com aparelhos fabricados há cinco anos, a redução de consumo de energia dos novos aparelhos é da ordem de 40%. Considerando que há 10,8 milhões de geladeiras com mais de 10 anos de uso no País, a troca dessas geladeiras permitiria uma economia de energia equivalente à geração de uma turbina de Itaipu.
A substituição das geladeiras terá um custo com o transporte e desmontagem do produto velho, já que o programa proposto prevê a retirada dos produtos em uso e o destino adequado dos seus resíduos.
Outro aspecto a ressaltar é que os fabricantes de refrigeradores vêm discutindo com o governo também a migração dos gases nos próximos anos de forma progressiva, endereçando os potenciais aumentos de custos necessários para tal conversão de forma responsável.
G.P. Comunicação
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