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COP-15 APONTA PERSPECTIVAS POSITIVAS DE INCLUSÃO DOS MECANISMOS DE REDD NA CONVENÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Debate em torno da redução de emissões por desmatamento evitado se acentuou ontem (14/12), durante reunião com os governadores do Fórum da Amazônia, em Copenhague

Os debates realizados ontem (14/12) na COP-15, em Copenhague (Dinamarca) indicam que os mecanismos de REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação) serão incluídos na Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.

Os governadores do Fórum da Amazônia promoveram ontem debate sobre o tema durante a COP-15 (Conferência das Partes sobre o Clima), defendendo os mecanismos de REDD, em posição semelhante à manifestada hoje por alguns nomes de destaque envolvidos na discussão do acordo, como a embaixadora norueguesa Gro Halem Brundtland.

“Tudo indica que o mecanismo de REDD vai ser incluído na convenção, e isso é muito positivo, mesmo que a decisão seja ratificada posteriormente como parte do tratado internacional do clima, em 2010”, afirma Flávio Gazani, presidente da ABEMC – Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Carbono. Ele explica que, se isso ocorrer, ainda levará mais uns dois anos para que os mecanismos estejam em operação, devido à necessidade de regulamentação.

Ele conta que o governo brasileiro também está defendendo, em Copenhague, a inclusão dos mecanismos de mercado para os REDDs, e inclusive vendo com bons olhos a participação do capital privado. O presidente da ABEMC destaca que o REDD deve ser um meio de conservação da floresta associado à exploração sustentável em áreas específicas, e não prever apenas a manutenção das florestas em pé (conservação florestal ou criação de reservas). A inclusão do manejo florestal sustentável (exploração de impacto ecológico reduzido) como atividade em um projeto de REDD é chamada de REDD+ (plus ou mais).

No encontro de hoje da COP-15, foi apresentada proposta inclusive de uma nova modalidade chamada REDD++ (plus, plus), que seria a possibilidade de sequestrar o carbono terrestre em diversos tipos de solos, não apenas em florestas.

Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, os mecanismos de REDD permitirão resgatar até 5 Giga toneladas de CO2, o que pode gerar uma receita entre US$ 20 bilhões e US$ 40 bilhões ao ano no mundo, dos quais de US$ 8 a US$ 16 bilhões podem vir para o Brasil – representando um importante incentivo para a redução do desmatamento e de impulso para o mercado de créditos de carbono no país.

Para estimular a redução de emissões por desmatamento e degradação, o presidente da ABEMC, Flavio Gazani, destaca que é fundamental que se criem mecanismos mistos de financiamento, tanto mecanismos de mercado com participação privada quanto de gestão pública – nos quais os recursos são disponibilizados por instituições financeiras do governo –, incluindo as contribuições voluntárias como o Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES.

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